quarta-feira, 20 de junho de 2012

(A.E.) Aula 6 - Instrumentos de avaliação

Síntese: Função dos instrumentos na avaliação, cuidados na elaboração para que os resultados sejam fidedignos. 

Instrumentos diversificados:
  • Prova escrita dissertativa
  • Prova escrita de questões objetivas
  • Questões de certo ou errado
  • Questões de lacuna (para completar)
  • Questões de múltiplas escolha
Características da prova:
  • Importância do diagnóstico
  • Utilização dos dados levantados
Quando o professor, no processo educativo, aplica uma prova e percebe que o aluno não reteve aquilo que era relevante e apenas o classifica, o resultado é que o aluno não evolui, não avança e não progride satisfatoriamente. 

Moreto (2003) - a prova não deve ser considerada um acerto de contas e sim percebida como momento privilegiado de aprendizagem servindo de termômetro. Classificação das provas:
  • Tradicionais - devolve ao professor o que recebeu durante a aula, de forma mecânica e memorizada. 
  • Construtivista e sociointeracionistas - construção do conhecimento. (Relação, parâmetro) 
Roteiro para a autoavaliação - objetiva favorecer a reflexão, por parte do professor. 
  • Estou desenvolvendo uma avaliação formadora?
    • O aluno está aprendendo?
    • Porque está tendo dificuldades?
    • Está "cobrando" aprendizagens prioritárias de meu plano de curso?

terça-feira, 19 de junho de 2012

FÓRUM 4 - Erro no processo de avaliação

Como deve ser trabalhado o erro no processo de avaliação?


É de extrema importância que o professor saiba identificar o erro e o momento que isso aconteceu, para que possa orientá-lo conforme esta necessidade do momento. O professor precisa entender que o erro faz parte da aprendizagem e por isso, o aluno deverá ter a oportunidade de errar sem ser castigado ou punido. A avaliação não deverá ser motivada apenas para uma "nota boa" e sim como fator motivador para aprendizagem. 

(A.E.) Aula 5 - A concepção de erro no processo avaliativo

Síntese: Avaliação para se agir sobre o erro, compreender sua natureza, suas causas e atuar, visando a correção dele.

Erro: seu significado na prática escolar

Para poder corrigir os erros dos alunos, é importante que o professor aprenda a identificá-los e, a saber, em que momento do processo ensino aprendizagem aconteceram. Só assim, poderá orientá-los conforme sua necessidade no momento. Para que acerte mais, é preciso que tenha oportunidade de errar, sem ser castigado ou punido.

É sabido que o erro faz parte do ensino aprendizagem, e tem um lugar importante na construção do conhecimento. Porém, não se deve confundir erro com negligência. 

A avaliação tem se distanciado de sua função, em se tratando do diagnóstico do processo ensino aprendizagem, na busca do seu contínuo aprimoramento. Ela funciona como um instrumento disciplinador, servindo para se obter o silêncio aparente e como "motivador artificial" para a aprendizagem, visto que o aluno estudará por temer a nota baixa e não motivado em aprender. 

Esse autoritarismo da escola é explicitado nas correções dos erros dos alunos por parte do professor é uma prática que vem transformando alunos críticos, autônomos em indivíduos submissos e passivos diante de problemas sociais, obedientes às imposições da sociedade.

Luckesi (1995) faz uma distinção entre julgamento e avaliação, diz que na avaliação não há seleção, não há exclusão. Ele a define como um "ato amoroso", não no sentido piegas, mas sim no sentido de acolher a situação tal qual ela se apresenta para, a partir daí, tomar decisões visando melhorá-la. Avaliação é, portanto, um ato acolhedor, integrativo, inclusivo e que tem por objetivo reincluir o educando pelos mais variados métodos, no processo de aprendizagem, facilitando assim, seu pleno desenvolvimento. 

domingo, 17 de junho de 2012

FÓRUM 3 - Avaliação diagnóstica, formativa e somativa.

Discuta as características e a importância da avaliação diagnóstica, formativa e somativa.


Conforme já vimos, a avaliação diagnóstica norteará o processo pedagógico, oque deverá ser mantido e o que deverá ser modificado. Segundo Luckesi, de nada adiantará fazer diagnósticos se ações não forem tomadas. Ela deverá ser aplicada tanto no início do ano, quanto no início de uma unidade de ensino.

Já a avaliação formativa, deverá ser utilizada com o objetivo de controlar, ou seja, se os objetivos do planejamento foram realmente alcançados, aperfeiçoar o processo de ensino-aprendizagem e deverá ocorrer durante todo o ano letivo.

A avaliação somativa, terá o objetivo de classificação, ou seja, irá classificar os alunos de acordo com os níveis de aproveitamento estabelecidos. Ocorrerá ao final do ano letivo,  semestre ou de uma unidade.

(A.E) Aula 4 - O professor e a avaliação da aprendizagem

Síntese: entender a relação entre avaliação da aprendizagem e forma de trabalho pedagógico (planejamento), que incluem a relação entre professor e aluno, didática ou metodologia e a concepção da aprendizagem. Conhecer as funções da avaliação, modalidade e propósito.

Consegue-se uma avaliação diagnóstica, processual e democrática havendo um ensino e um planejamento que apresente essas mesmas características.

Sobre uma educação democrática, com garantia do acesso, permanência e qualidade para todos, não depende apenas de uma mudança de uma prática avaliativa e sim de uma mudança pedagógica e reflexão sobre o que se ensina, para quem se ensina e para o que se ensina. 

O objetivo é chegar a uma avaliação que seja além da memorização e reprodução, mas que seja de reflexão e voltada a aprendizagem. 

Tipos de avaliação:


(A.E.) Aula 3 - Avaliação da aprendizagem - Uma das categorias do planejamento

Síntese: Compreender o conceito do planejamento, sua importância, necessidade além dos elementos que o ajudam os relacionar ao ensino-aprendizagem. 

Conteúdo - Instrumento para se atingir um objetivo proposto. Meios para o desenvolvimento do educando (cognitivo, afetivo e psicomotor).

PARRA (1978, p.37) - seleção de conteúdos:

  1. Significância - conceito básico imprescindível 
  2. Maturidade - adequado ao nível de desenvolvimento do aluno
  3. Interesse - relacionar com o proposito da aula, vivência e praticidade
  4. Validade - científico e humano - lógicos
TURRA (Planejamento e avaliação, p. 126) - procedimentos:

  • caminho para atingir objetivos
  • sequencia de ações planejadas
  • fatos ou fenômenos que coloquem o aluno em contato direto com as coisas
Conjunto de ações planejadas - procedimentos ou estratégias de ensino.
  • Aluno como participante da aula, 
  • Professor instigador, apresentar desafios, análise de informações e conteúdos
Recursos ou meio de ensino - visa a organização dos estudos, condução e facilitação do processo. 

Avaliação por Luckesi (1955) - apreciação qualitativa sobre dados relevantes do processo de ensino aprendizagem que auxilia a tomada de decisão e diagnóstico da realidade.

Cabe ao professor:
  • avaliar continuamente o desenvolvimento do aluno;
  • selecionar corretamente os instrumentos da avaliação;
  • avaliações que possibilitem ao aluno demonstrar se são capazes de usar o conhecimento adquirido para resolver problemas novos;
  • registrar e interpretar dados
  • utilizar os dados adquiridos no planejamento
  • avaliação da aula em cima do que foi planejado:
    • objetivos foram adequados?
    • alunos aprenderam?
    • Porque sentem dificuldades?
    • Estratégias necessitam ser mudadas?
    • Sabe realmente ensinar os tópicos?
    • Porque os alunos estão desinteressados?
Para que o professor seja bem sucedido, ele deve: 
  • dominar não só sua matéria, mas ter metodologia de introdução, didática. 
  • o planejamento deve levar em conta a realidade concreta dos alunos. 
  • lembrar que seu principal objetivo deve ser garantir um ensino de qualidade em que todos, ao passarem pela escola, consigam elaborar seu projeto de vida individual, desenvolvidos plenamente. 
  • despertar no aluno curiosidade, autonomia, criticidade, ensiná-los a serem participantes e atuantes, não só na aula, mas na vida.

domingo, 10 de junho de 2012

FÓRUM 2 - Inclusão ou exclusão?

De que forma a partir do texto lido na aula 02 vocês encaram a avaliação: Como instrumento de inclusão ou instrumento de seleção escolar? Argumente dando exemplos práticos e tendo com base o texto anexo.

Síntese do texto em anexo - (JOSÉ EUSTÁQUIO ROMÃO, Avaliação: Exclusão ou inclusão?, Eccos revista cintetífica, Junho, ano/vol.4, número 001, pp,43-59, Centro Universitário Nove de Julho, Junho, São Paulo, Brasil)

Toda ação humana, pode ser avaliada para que se possa subsidiar o processo de tomada de decisão, conforme Luckesi (1995). Contudo, a avaliação tem sido mais usada como instrumento da meritocracia, da discriminação e na exclusão. Neste caso, ela funciona como veredito do julgamento humano. 

  • Nesta versão julgadora, ela atua como classificatória, identificando erros e acertos para premiar ou punir basicamente excluindo os últimos colocados. 
  • Na versão disgnóstica, ela se volta para o levantamento de dificuldades em determinado desempenho humano, buscando a superação, visando a inclusão. No entanto, independente de sua versão, a avaliação sempre carrega consigo uma dimensão classificatória, ou seja mesmo sendo diagnóstica, a avaliação apresentará um viés comparativo, mas neste caso será avaliado seus avanços em relação a situações anteriores e padrões desejáveis e previamente estabelecidos. 
Temos portanto, avaliação como uma concepção diagnóstica, verificação do desempenho humano e, por outro lado, exame como verificação voltada a identificação e exclusão dos ´menos capazes´. 

Resposta

Conforme os temas expostos, dependendo da aplicação que se faz da avaliação, se obterá um tipo de resultado que poderá ser tanto o diagnóstico (de inclusão) como o classificatório (de exclusão). 

No caso de uma avaliação em âmbito escolar, o ideal seria que buscássemos o tipo de avaliação diagnóstica, levantando assim dificuldades em determinado desempenho humano, buscando a superação, visando a inclusão que possibilitasse ao aluno tirar o máximo de proveito do ensino-aprendizagem superando a ideologia da pedagogia de reprovação. 

Sabemos que o tipo de avaliação mais aplicada em nossos dias são as classificatórias (de exclusão) talvez, não apenas por ser a mais prática ou fácil de ser aplicada mas, porque nossa sociedade espera que ela seja hierárquica, controladora onde estimula a submissão e a competição, típicas de nosso mercado capitalista. Por este motivo, sabemos que esta evolução no processo de avaliação deverá ser uma quebra de valores e paradigmas, anteriormente adotados, que nos permitirão tirar um maior proveito no processo ensino-aprendizagem.